Você já parou para pensar quantas vendas escaparam porque o cliente não conseguia juntar a entrada ou o imóvel ultrapassava o limite de financiamento? Em 2026, isso muda de forma significativa. O governo federal, junto com o Banco Central e a Caixa Econômica Federal, implementou uma reformulação profunda no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O objetivo? Ampliar o acesso ao crédito habitacional, especialmente para a classe média que ficava fora do Minha Casa Minha Vida e pagava juros altos no SFI.
Por que isso importa tanto para você, corretor? Porque essas regras destravam negócios que antes eram inviáveis. Clientes com renda acima de R$ 12 mil mensais, que sonhavam com imóveis de até R$ 2,25 milhões, agora têm mais opções. E quem explica isso bem fecha mais vendas — e constrói autoridade.
O que realmente mudou?
- Teto de valor do imóvel no SFH Antes: R$ 1,5 milhão. Agora: Até R$ 2,25 milhões. Isso abre uma faixa inteira de imóveis médios e alto padrão que antes só podiam ser financiados com taxas mais altas e sem FGTS.
- Percentual financiado Em modalidades como SAC (amortização constante), a Caixa passou a financiar até 80% do valor (antes 70%). Na Tabela Price, até 70%. Resultado prático: entrada menor. Um imóvel de R$ 800 mil que exigia R$ 240 mil de entrada agora pode pedir apenas R$ 160 mil. Muitos clientes conseguem viabilizar com isso.
- Uso de FGTS ampliado Recursos do FGTS agora podem ser usados como parte do pagamento em imóveis dentro do novo limite do SFH. Isso reduz ainda mais a entrada e ajuda em amortizações ou abate de prestações.
- Juros limitados e transição gradual Taxas no SFH ficam limitadas a até 12% ao ano (bem abaixo da Selic atual). A transição começou em 2025 e vai até 2027, mas as principais vantagens já valem agora. A poupança direciona mais recursos para habitação, aumentando a oferta de crédito.
Exemplos reais do dia a dia
Imagine um casal com renda familiar de R$ 18 mil que quer um apartamento de R$ 1,2 milhão em bairro valorizado. Antes, esbarrava no teto ou na entrada alta. Agora, financia 80%, usa FGTS para abater e parcela em até 35 anos com taxa atrativa. Como corretor, você mostra a simulação e transforma “não dá” em “vamos fechar hoje”.
Outro caso: cliente investidor quer imóvel de R$ 2 milhões para locação. Com o novo teto, entra no SFH, financia mais e usa FGTS — operação que antes era cara e burocrática.
Cuidados que evitam problemas
- Verifique sempre a documentação: nem todo imóvel se enquadra automaticamente.
- Simule na Caixa ou app oficial antes de prometer.
- Explique a transição: regras plenas em 2027, mas benefícios já rolam.
- Fique atento à Selic: mesmo com limites, variações afetam custos indiretos.
Essas mudanças não eliminam o corretor — pelo contrário. Elas valorizam quem entende o novo cenário e orienta o cliente com clareza. Você vira consultor indispensável.
Conclusão
O financiamento imobiliário em 2026 está mais inclusivo e previsível. Para corretores atentos, isso significa mais leads convertidos, negociações mais rápidas e clientes satisfeitos que indicam. Estude as regras, faça simulações e posicione-se como especialista. Assim, você não só sobrevive às mudanças — você lucra com elas.
Se você é corretor e quer se aprofundar mais, acompanhe o blog da BusqueCasa. Estamos aqui para ajudar você a transformar dúvidas em oportunidades reais.



