A taxa Selic permanece alta no início de 2026, mas projeções do mercado indicam cortes graduais ao longo do ano, possivelmente chegando a patamares próximos de 12% até o final. Essa expectativa gera um dilema comum entre compradores: “Vale esperar os juros caírem para financiar mais barato?”. Para corretores e imobiliárias, essa espera pode significar perda de vendas reais hoje.
Muitos clientes adiam a decisão acreditando que o financiamento ficará muito mais acessível. Na prática, porém, o mercado reage rápido: com a sinalização de queda, os preços dos imóveis tendem a subir por maior demanda, e a inflação na construção (INCC) continua pressionando custos. Quem espera pode pagar mais caro no imóvel, mesmo com taxa menor.
Por que agir agora faz sentido Corretores precisam mostrar cálculos reais. Uma simulação simples compara o custo total de um financiamento hoje versus em meses futuros, considerando valorização do imóvel (estimada em 6-10% ao ano em muitas regiões) e possíveis aumentos no INCC. Ferramentas como simuladores da Caixa ou apps de bancos ajudam a ilustrar: a diferença na parcela pode ser menor que a perda com a alta do preço do bem.
Estratégias práticas para corretores
- Crie conteúdo educativo: publique posts e vídeos curtos explicando “Por que comprar agora pode ser mais vantajoso que esperar a Selic cair”. Use exemplos reais de bairros onde a valorização já supera o impacto dos juros.
- Ofereça simulações personalizadas: marque reuniões rápidas para rodar cenários no celular, mostrando parcelas e custo efetivo total.
- Foque em produtos prontos ou com entrega próxima: imóveis na planta sofrem mais com atrasos de obra; prontos garantem entrada imediata.
- Parcerias com bancos: destaque linhas com taxas fixas ou híbridas que protegem contra variações futuras.
Conclusão 2026 traz oportunidades com crédito mais farto, mas o momento ideal para fechar negócio é quando o cliente está pronto e o imóvel disponível. Corretores que educam e agem proativamente captam mais leads e convertem melhor, evitando que a “espera pela Selic” vire perda de comissão. Fique atento às reuniões do Copom e transforme informação em vantagem competitiva.



